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O HTML 5 está mais para mocinho ou vilão?

Escrito por Professor Hugo em 23/01/2010 – 12:38Sem comentários

html 5

Às vezes é complicado aceitar novas metodologias se elas não trazem em si grandes mudanças no funcionamento ou na estrutura. Foi assim com a mudança do HTML para o XHTML. No início foi difícil, porque era só uma maneira correta de escrever e deixar o código mais leve. Porém, com o passar do tempo, vimos que ele trouxe muitos benefícios na produção de projetos web.

Ao se passar para o XHTML surgiu também uma preocupação maior com o CSS. Sua estrutura, então, foi mais organizada, com as brigas acirradas para conseguir melhores resultados nos buscadores, qualquer ponto positivo estava fazendo a diferença. Então, com o passar do tempo, vimos uma migração muito grande por parte dos desenvolvedores, que agora estão mais preocupados com detalhes não somente funcionais como estruturais.

E o HTML 5?

O HTML 5 tem um objetivo muito funcional e com muitas interações que antes não eram possíveis. Eu vejo o HTML 5 como uma linguagem universal para a padronização da semântica. Com certeza ele não veio para atrapalhar, por mais que navegadores renomados ainda não disponham de suporte para tal linguagem (e sabemos o quão difícil é a migração de navegadores através dos usuários normais, exemplo migração do IE6 para o IE7) . Hoje existem possibilidades de fazer o código funcionar nos navegadores através de um arquivo .js.

Antes de criticar, vamos conhecer as suas principais mudanças.

Elementos de estrutura

  • <header> – cabeçalho da página ou de uma seção (não confundir com a tag <head>);
  • <section> – cada seção do conteúdo;
  • <article> – um item do conteúdo dentro da página ou da seção;
  • <footer> – o rodapé da página ou de uma seção;
  • <nav> – o conjunto de links que formam a navegação, seja o menu principal do site ou links relacionados ao conteúdo da página;
  • <aside> – conteúdo relacionado ao artigo (como arquivos e posts relacionados em um blog, por exemplo).

Elementos de conteúdo

  • <figure> – usado para associar uma legenda a uma imagem, vídeo, arquivo de áudio, objeto ou iframe:
    <figure id="figura01">
      <legend>Figura 1. Esquema de uma página em HTML 5</legend>
      <img src="html5.png" alt="Estrutura do HTML 5" />
    </figure>
  • <canvas> – através de uma API gráfica, irá renderizar imagens 2D dinâmicas que poderão ser usadas em jogos, gráficos, etc;
  • <audio> e <video> – usados para streaming (transmissão pela internet) de áudio e vídeo. É uma tentativa de criar um padrão em todos os navegadores como acontece hoje com as imagens:
    <audio src="musica.mp3" autoplay="autoplay" loop="20000" /> 
    <video src="video.mov" width="400" height="360" /> 
  • <dialog> – junto com as tags <dt> e <dd> será usado para formatar um diálogo:
    <meter> – usada para representar medidas, que podem ser de distância, de armazenagem em disco, etc.

Conclusão

A maioria dos navegadores usados hoje em dia ainda não têm suporte a HTML 5, e nem todas as novas tags estão completamente definidas. Muitos acham que ainda não é hora de gastar energia e tempo desenvolvendo um site para os navegadores mais recentes para depois ter que “corrigir” o código pensando nos navegadores antigos. Além disso, a própria W3C admite que as especificações atuais ainda não são definitivas e podem sofrer revisões.

Por outro lado, algumas pessoas defendem que toda tecnologia nova deve ser colocada em prática para evoluir, encontrar erros e estabelecer melhorias. A resistência sempre vai existir, como aconteceu com os padrões web, na migração do IE 6 para o IE 7. Na minha opinião, temos sim que aprender a usar a nova tecnologia e, o que não funciona, arrumar uma saída para corrigir, pois o HTML 5 veio para ficar assim como novos navegadores e novas API’s.

O que eu deixo para vocês é que estamos passando por mudanças bruscas. É melhor acompanhar as novas tendências para não ficarem para trás.

Fonte: Raphael Monteiro / Imasters

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